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Renata hope it gives you Hell (Parte 4)


And truth be told, I miss you.
And truth be told, I'm lying.


Totalmente mentindo.
Renata, 23 anos, cabelo desbotado, irmã mais velha, solteira.


Vocês devem lembrar da história do parque... Bem, posso parecer meio bruta as vezes (sim, as vezes, não sou essa pessoa totalmente insensível que vocês conhecem).

Vou contar a do parque. Eu estava começando a sair com um garoto meio estranho, mas como em matéria de estranheza eu sou rainha, não achei um problema. Enfim, eu sou uma pessoa que gosta de natureza, campo, flores e etc. Até aí tudo ótimo, chamei o elemento Y para passar a tarde em um parque desses, com patinhos, pedalinhos, verde, sol. Bem eu, bem lindo. Levei sanduíches, suquinho e blá blá blá. Já começou errado quando fui buscá-lo em casa, ele veio de casaco e jeans. Quem com mais de quinze anos em sã consciência sai no sol de casaco? Falo assim porque eu com meus quatorze aninhos andava de camisa manga longa preta no sol de dezembro em Salvador, era mais branca que um palmito e ainda usava capuz. Depois tomei vergonha na cara e vi que não era legal passar calor e mentir dizendo que "eu sou especial, não fico suada, hehehe"
Enfim, elemento Y estava quase no inverno europeu. Se viesse de capuz eu nem esperava entrar no carro e já tinha pensado "É bom que sobra mais sanduíche pra mim". Eu estava de shortinho e blusinha floral, tem mais verão que isso? Estávamos totalmente descombinados, e sim, eu reparo nessas coisas.
Fiz a piada do You Shall Not Pass quando chegamos no parque e tinha um policial super engraçado barrando uma tia que tinha levado uma faca afiada pro piquenique; Ele não entendeu; Ok.
Aí passou um gordinho IGUAL ao Snorlax. E tava de verde musgo. Eu segurei, mas tava vermelha de prender a respiração e soltei o ar numa risada totalmente escandalosa e mortal. Sério, como vocês sabem eu não consigo segurar riso. Ele simplesmente me achou a pessoa mais mal educada e escrota do universo. Nunca me disse isso, mas aquele olhar de raiva e vergonha que o "ser" me deu foi decisivo.

Mas ainda havia esperança!

Conversa vai e vem, fomos lanchar ele fez umas piadas legais sobre geleia, mas eu não lembro como eram... Não deviam ser tão legais assim. Falou que curtia Friends e etc... Ganhou uns pontos. 
Aí ele me fez a pergunta mais linda do mundo:
- Olha pro parque e me diz o que vê?
Respirei bem fundo, fechei os olhos e senti o vento. Essas coisas são perfeitas pra mim, que gosto de imaginar histórias, contar histórias viver o que não vivi, sentir o que as histórias que eu conto sentem. E respondi:
- Um parque tem muita história! Eu vejo casais de todas as épocas, crianças dos anos 80, jardineiros de diversas décadas. Vejo aquela árvore sendo plantada, o pintor xingando o mundo quando caiu a chuva e borrou a certa. Também vejo fotógrafos, músicos, atores... Crianças brincando de mímica e idosos trazendo seus netos pra contar histórias de quando vinham nesse mesmo parque - ou em outro parque de sua infância. Vejo alegria. E você, vê o que?
- Eu ia comentar da gritaria dessas crianças.
FIM DE ENCONTRO.
Depois disso eu me calei e só respondia sim e não, até a hora de ir pra casa. Depois disso virou apenas um contato no meu whatsapp.
E ainda soube por amigos em comum que eu era uma Hippie Nerd Estranha. De Hippie e de Nerd eu não tenho é nada, expliquem pra ele!
Sou exigente demais ou to certa?

Renata é Filha, Irmã e... Cunhada.

Renata maltrata, trata, destrata e grata -  (Parte 1)

Renata destrata (mais que o normal) - (Parte 2)



O carnaval está chegando e lembrei de uma história muito escrota da época, que ocorreu há três anos com minha querida Paty. Nesta época eu nem tinha muita coisa contra a Patrícia, até simpatizava e tal, meu único problema de lei sempre foi a Karol, que desde o primeiro ano de namoro com o Gu já pensava que era mais filha da minha mãe do que eu.
Neste ano minhas preces foram atendidas e a dita-cuja foi despachada pro interior dela... Mas ainda restava uma: Patrícia, vulgo Paty do orkut.
Minha família resolveu alugar uma casa na linha verde. Meus pais, Gustavo, Marcos, Eu, Paty e... as gêmeas irmãs de Patrícia. As três levaram mais bagagem do que eu e minha família inteira. Muito mais. E quem foi dirigindo o outro carro com o combo? Sim, eu, Renata linda, "loira de farmácia" e maravilhosa. (Sim, antes de ser "ruiva de farmácia" eu era loira)
Não tenho nada contra gêmeos, não mesmo, até porque eu sou gêmea do Marcos - 30 minutos de diferença, o mapa astral nem combina direito e ele não foi preguiçoso só pra nascer - mas elas falam igual, se vestem igual e eu estava realmente com medo de ser assassinada lá na casa de praia, ou que elas matassem toda minha família, eu já tinha um filme de terror pronto na cabeça assim que comecei a dirigir com as duas no banco de trás.
Até aí estava tudo lindo, estupendo.
Chegamos lá, arrumamos tudo. 5 quartos na casa e eu fico com qual? O quarto ao lado das gêmeas. O outro quarto era cama de solteiro e eu sou espaçosa demais... Mas ainda aí não havia grandes problemas, como podem ver estou vivíssima e contando a história para vocês.
No dia seguinte, seis horas da manhã (SIM, SEIS HORAS) Patrícia me entra no quarto com um sorriso maior que a boca de palhaço que ela tem praticamente gritando:
- CUNHAAAA, VAMOS ANDAR DE BICICLETA COM AS GÊMEAS O DIA TA LINDOOOOO
"Linda vai ficar tua cara quando eu esfregar na trilha" Quase respondi.
- Poxa Paty, eu queria dormir mais
- E EU VOU DEIXAR MINHA CUNHADA LINDA PERDER UM DIA DESSESSS????? LEVANTAA
E pronto. Patrícia me fez cócegas, puxou meu cabelo, tirou meu cobertor, abriu a janela. Tarde demais pra recuperar meu sono.
- Tá bom (Inferno) eu vou
Agora olhem... Quando eu e o Marcos tínhamos 10 anos a gente apostou uma corrida de bicicleta no play da minha avó. Corrida que eu ganhei, mas na chegada eu caí e ralei minha perna inteira. Inteira mesmo, do começo da coxa até o calcanhar. Minha mãe tomou nossas bicicletas e desde então eu não tinha tocado em mais nenhuma.
Pra a Alegria da Paty (Que gritou de felicidade quando ela entrou na casa viu) o dono da casa deixa as bicicletas da família lá, e autoriza o uso.
Tudo bem, eu tomei banho, me arrumei e desci pro térreo. Quando eu fui comer alguma coisa, patrícia me puxou pelo braço e disse:
- Na na na! Vamos logo!
E lá fui eu andar de bicicleta com Paty e as gêmeas em jejum.
O resto eu posso resumir com as seguintes palavras: Terror, agonia, sono, fome, sol escaldante, calor, sede, tontura e cansaço.
As gêmeas saíram em disparada me deixando com a Paty. Lembrem que eu não andava de bicicleta tinha uns 10 anos.
Eu cansei muito rápido, e a gente já estava longe quando minha pressão baixou e a patrícia não sabia o que fazer. Minha visão escureceu, meu estômago revirou... Eu não conseguia dar mais nenhuma pedalada, então começamos a andar de volta.
Quase no fim do caminho eu vomitei, e a Patrícia começou a chorar e começou a confusão porque ela é fresca e isso e aquilo e não sabia o que fazer e ela correu pra dentro de casa atrás de alguém pra me carregar.
Veio o Marcos me enchendo o juízo chamando de sedentária e etc.
Eu, estressada e passando mal larguei:
- Sedentária porra nenhuma, a jumenta da sua namorada que me fez sair com fome.
E aí começou a guerra da Paty.
Minha mãe, que sempre madruga, me fez um café da manhã maravilhoso e agora eu pergunto:
Eu to errada em chamar a jumenta de jumenta?
Até hoje minha querida ciclista (porque ela acha que pedalar uma vez na vida faz dela uma atleta né) usa o incidente pra se fazer de vítima.
"Ai Marcos, você sabe que sua irmã me detesta, lembra do dia da bicicleta..."
"Sogrinha pode deixar, você sabe que a Renata depois do dia da bicicleta começou a me detestar..."

Aí depois quando dormiu no meu quarto sem minha autorização achou ruim que eu fiz barraco.
É cada uma que meus irmãos me arrumam.

Renata destrata (mais que o normal)

Para entender, leia : Renata maltrata, trata, destrata e grata

Escrito e publicado na sexta-feira 22 de fevereiro de 2013:

Nota: Antes de qualquer coisa, a operação veneno ainda não obteve sucesso.
Porque crianças são tão insuportáveis?
Minha prima de quatro anos veio passar uns dias aqui em casa (meus pais viajaram com os pais dela), e puta que pariu, já pisei em tanto lego, que se juntar cobre cajazeiras. Mas já arrumei um jeito de me livrar dela – e de outro inferno na minha vida apelidado de Karol – e deixei minha querida cunhada tomando conta da monstrinha.
Neste momento me encontro na casa de uma amiga. Implorei pra poder dormir aqui de todos os jeitos possíveis… Acabei lavando toda a louça. Que a vadia não lavava há no mínimo duas semanas, porque não é possível uma coisa daquelas.
Tudo bem, preferi passar por isso do que ter que aguentar o combo Amandinha, Karol e Paty. (Hoje não tem sexo naquela casa, meus irmãos vão me odiar, e tomara que as cunhadas também) Se bem que, dessa vez ninguém vai roubar minha comida super trancada no meu novo frigobar. Quero ver o que a Paty vai fazer sem Pringles e meu estoque de Pepsi (ela que não gaste os R$ 15 dela não, fique ai).
Na verdade, o assunto de hoje não é o quanto eu odeio minhas cunhadas – em parte, sim – mas como eu consigo ser mais espontânea do que o necessário.
Trejeitos, manias… Totalmente inconscientes, que se não tivessem me falado, eu nunca teria percebido. Acho que passo tanta vergonha quando as pessoas falam, que eu prefiro que não falem. Que saco, vão arrumar o que fazer, cuidar das manias de vocês e da falta de educação, porque olha, tá feio.
Essa galera que acha que eu nasci pra ficar parada não sabe o que é emoção. Vou colocar todo mundo pra andar de patins sem joelheira na ladeira do funil, pra ver o que é bom, e ainda passar álcool iodado depois, porque merthiolate não arde.
Mencionei que desliguei meu celular, caso Marcos e Gustavo liguem pra me despachar Amanda? Saí de casa e deixei um bilhete: Não vou voltar, beijos. Cuidem da Amanda. Agora eles devem estar brigando entre si. Amo ser a mais velha.
Estou aqui na casa da Jéssica, podendo comer todo brigadeiro que eu quiser, e só tenho uma pessoa pra dividir, não um batalhão como seria lá em casa.
A Jê mora só, isso é maravilhoso. Ás vezes o irmão dela vem pra cá, mas eu acho até bom. Ele é bom de se olhar, só digo isso… E acabo de lembrar que tenho uns projetos pra finalizar. Falta pouca coisa, mas… É chatinho do mesmo jeito.
E minha parceira de projeto tá pensando que é algum orixá no dique, porque nunca vi mais mandona. Não faz nada, e quer tudo pra ontem. Menos concorrência no mercado de trabalho, penso assim.
E no amor? Mais uma rodada de pessoas sem imaginação, que continuam olhando pra um parque e vendo só um parque. Patético.
Na próxima compro caleidoscópios e distribuo.

Renata maltrata, trata, destrata e grata

Escrito em 20 de novembro de 2012



É questão de ser e rir. Rir. Sempre dou risada de tudo. Minha família já não me leva mais em funeral, nem em nada, porque eu estou sempre rindo. É ‘Renata cala a boca’ ‘Renata isso’ ‘Renata aquilo’ que eu fico louca, e acabo imaginando se meu nome não fosse algo tão pronunciável. Percebi que não tenho apelido. As pessoas me acham tão criativa e engraçada nas piores situações, que pensam que não tem criatividade pra um apelido. Rê é tão cafona. Terminei com dois porque não aguentava mais como soava o ‘Rê’. Prefiro Renata. Mas quero um apelido…
Os namorados que não me ganharam pela cozinha, me perderam pela criatividade. É impossível me relacionar com alguém que olhe para um parque e só veja um parque. Um parque tem tudo, tem história. Aliais… O que não tem história? O plástico do seu celular tem uma história, seu fone de ouvido deve ter mais história que você, por exemplo. Aliais, porque ele sempre quebra? É incrível. Fone é ao mesmo tempo a melhor e a pior coisa criada pela humanidade. É bom se isolar do mundo e se livrar do homem ouvindo Pablo (nosso rei, só que não) ou ‘Rala a xana no asfalto’ ou de seus irmãos enchendo o saco… Mas pense na frustração de pegar o fone e um lado não funcionar? Ou de colocar certinho no bolso (bolsa, carteira, o escambau) e ele sair com um nó de marinheiro perfeito? Não tem Steve Jobs que dê jeito, fone sempre vai ser um problema.
Voltando à história das coisas, nunca se deve julgar um livro pela capa. Claro que uma capa mal feita sempre vai vender menos que uma capa bem editada. A história de um é uma, mas a do outro pode ser igualmente interessante.
Falando em história, eu não tenho uma cunhada insuportável. Eu tenho duas. Acho que isso explica toda a minha veia otimista, porque se não fosse assim, seria uma guerra. Patrícia e Karolynny. Namoral, eu tenho que parabenizar o homem que registrou Karol (prefiro chamar assim pelo excesso de pobreza). Segundo a enjoada dois, foi o ‘homem do cartório que fez isso, era pra ser Caroline). Não sou preconceituosa, mas ela tem um sotaque horrível, e os pais dela também. Não duvido nada ele ter colocado a grafia de proposito. Afinal, a letra ‘Y’ é chique, não? É o que diz a insuportável da ‘Paty’, que até hoje (depois do orkut) usa esse apelido nas redes sociais, e se acha o máximo. O caso é que as duas chegam lá em casa e acham que são mais filhas da minha mãe do que eu.
Uma vez eu cheguei em casa às cinco da manhã, e Patrícia estava dormindo no MEU quarto, com as MINHAS coisas, e com o MEU computador e MEU ar ligado. Meu irmão estava doente, e a Madre Teresa quis dormir lá pra tomar conta dele. Custava pegar uma porra de um colchão e dormir no quarto do Marcos? Não. TINHA que ir pro meu quarto, sabendo que eu ia chegar cansada e de madrugada. Sabe o que eu ouvi? Poxa Renatinha, alguém tinha que cuidar dele, não tenho culpa se você e o Gu saem e deixam ele aqui…Primeiro que ele tem 23 anos, estava com uma febrezinha de nada, e minha mãe estava em casa. Pra que namorada tomando conta NO QUARTO DO LADO (nem pra dizer que ia fazer coisa melhor no quarto dele) se tem mãe? Pra mim foi desculpa daquela bisbilhoteira pra olhar meus históricos de conversa. Depois disso, coloquei uma senha no meu computador. Ficou perfeita: patriciaevadia. Espero que Marcos nunca descubra.
Mas ninguém supera Karol. Namora o Gustavo tem cinco anos, e já está quase morando aqui. Cada dia trás uma coisinha. Dia desses, Gustavo comprou uma cama de casal alegando que era porque eu tinha uma e ele não. Mas claro, eu sou mais velha. Me pergunto sobre os pais dessa menina. Não, sério. Ela tem 18 anos, veio de um interior com um nome impronunciável para estudar aqui, e não mora com os pais desde então. Esse então é desde os 12. Primeiro começou como uma namoradinha do colégio. Rezei pra não ter que aguentar mais, e agora esse inferno ta quase morando aqui em casa. Ela que não arrume um apartamento com ele, fique ai. E que compre o Shampoo dela. O meu é caríssimo, gasto muito com o meu cabelo, principalmente depois da tintura que… a Karolzinha inventou de imitar. Tudo que eu faço, tenho, como, sei lá, acho que se eu me atirar no trilho do metrô de São Paulo (porque aqui em Salvador isso nem é ameaça) ela se atira.
Acho que vou colocar dois vidrinhos, um com água e um com veneno. Tomo o com água dizendo que é alguma porra pra a pele, e todos os meus problemas estarão resolvidos.