Para entender, leia : Renata maltrata, trata, destrata e grata
Escrito e publicado na sexta-feira 22 de fevereiro de 2013:
Nota: Antes de qualquer coisa, a operação veneno ainda não obteve sucesso.
Porque crianças são tão insuportáveis?
Minha prima de quatro anos veio passar uns dias aqui em casa (meus pais viajaram com os pais dela), e puta que pariu, já pisei em tanto lego, que se juntar cobre cajazeiras. Mas já arrumei um jeito de me livrar dela – e de outro inferno na minha vida apelidado de Karol – e deixei minha querida cunhada tomando conta da monstrinha.
Neste momento me encontro na casa de uma amiga. Implorei pra poder dormir aqui de todos os jeitos possíveis… Acabei lavando toda a louça. Que a vadia não lavava há no mínimo duas semanas, porque não é possível uma coisa daquelas.
Tudo bem, preferi passar por isso do que ter que aguentar o combo Amandinha, Karol e Paty. (Hoje não tem sexo naquela casa, meus irmãos vão me odiar, e tomara que as cunhadas também) Se bem que, dessa vez ninguém vai roubar minha comida super trancada no meu novo frigobar. Quero ver o que a Paty vai fazer sem Pringles e meu estoque de Pepsi (ela que não gaste os R$ 15 dela não, fique ai).
Na verdade, o assunto de hoje não é o quanto eu odeio minhas cunhadas – em parte, sim – mas como eu consigo ser mais espontânea do que o necessário.
Trejeitos, manias… Totalmente inconscientes, que se não tivessem me falado, eu nunca teria percebido. Acho que passo tanta vergonha quando as pessoas falam, que eu prefiro que não falem. Que saco, vão arrumar o que fazer, cuidar das manias de vocês e da falta de educação, porque olha, tá feio.
Essa galera que acha que eu nasci pra ficar parada não sabe o que é emoção. Vou colocar todo mundo pra andar de patins sem joelheira na ladeira do funil, pra ver o que é bom, e ainda passar álcool iodado depois, porque merthiolate não arde.
Mencionei que desliguei meu celular, caso Marcos e Gustavo liguem pra me despachar Amanda? Saí de casa e deixei um bilhete: Não vou voltar, beijos. Cuidem da Amanda. Agora eles devem estar brigando entre si. Amo ser a mais velha.
Estou aqui na casa da Jéssica, podendo comer todo brigadeiro que eu quiser, e só tenho uma pessoa pra dividir, não um batalhão como seria lá em casa.
A Jê mora só, isso é maravilhoso. Ás vezes o irmão dela vem pra cá, mas eu acho até bom. Ele é bom de se olhar, só digo isso… E acabo de lembrar que tenho uns projetos pra finalizar. Falta pouca coisa, mas… É chatinho do mesmo jeito.
E minha parceira de projeto tá pensando que é algum orixá no dique, porque nunca vi mais mandona. Não faz nada, e quer tudo pra ontem. Menos concorrência no mercado de trabalho, penso assim.
E no amor? Mais uma rodada de pessoas sem imaginação, que continuam olhando pra um parque e vendo só um parque. Patético.
Na próxima compro caleidoscópios e distribuo.
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